Sobre nós

A mídia é historicamente retratada como o “quarto poder”, numa alusão aos três poderes – executivo, legislativo e judicial – que nas democracias modernas se entendeu serem independentes entre si. Seu papel de “quarto poder” significa que sua função seria questionar os outros três, informar e abrir o caminho para uma opinião pública mais esclarecida e informada. Qualquer que seja a opinião que se tenha sobre a qualidade e o papel da mídia, as sociedades contemporâneas continuam exigindo uma mídia forte e independente, que é vista como essencial para uma democracia saudável.

Historicamente, todas as ditaduras se dedicaram ao controlo da informação que podia ou não podia ser dita; e mesmo em democracia, o papel da mídia na da sociedade civil é essencial para que os poderes transitórios não tentem limitar o uso da liberdade de expressão. Isso é tão válido no Brasil como em qualquer outro local; afinal, num país de forte tradição democrática como é os Estados Unidos, foi necessária a intervenção de jornalistas corajosos para que o presidente Nixon fosse confrontado com a situação de abuso de poder que levou à sua renúncia ao cargo. Atualmente, a mídia é um parceiro essencial na comunicação entre a opinião pública e os responsáveis da operação Lava Jato.

Num contexto de profunda transformação tecnológica, com o surgimento da internet, das redes sociais e do jornalismo cidadão, continuamos a acreditar na importância da mídia nas sociedade atuais e do futuro. O cenário é de crise, com jornais históricos e tradicionais por todo o mundo, a dispensar seus colaboradores e a fechar portas e com as televisões diminuindo suas receitas. Contudo, não acreditamos num futuro sem mídia. Crise é sinônimo de desenvolvimento e novas tecnologias trazem consigo novas oportunidades; cabe à nossa geração criar o modelo certo para que o jornalismo, ainda que transformado, se mantenha enquanto meio de informação e de formação. Venha refletir conosco sobre esta questão!