Pior seca no Brasil

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A seca que afetou o Brasil em 2014 e 2015 já foi identificada como a pior dos últimos 80 anos. Os estados mais afetados foram S. Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, sendo que as dificuldades se agravaram por serem os estados mais populosos. No estado de São Paulo, o racionamento e os cortes no abastecimento de água se tornaram uma realidade cotidiana. As autoridades estimam que as reserva da Cantareira, que abastecem a capital paulista, chegaram a ter apenas 11% de sua capacidade.

Remodelação de infraestruturas

Analistas apontam que a reparação de estruturas de canalização, por toda a S. Paulo, poderão implicar uma poupança de até 6% no consumo de água. Contudo, será necessária uma mudança de paradigma político e social para que o planejamento do território seja uma realidade e prevaleça sobre os interesses do imobiliário e da agricultura, entre outros.

Um alerta para o futuro

Em 2016, o pior já parece ter passado, mas é hora de os brasileiros, em especial as autoridades, refletirem sobre o futuro e tomarem decisões urgentes. As previsões meteorológicas a longo prazo, existentes atualmente, apontam para alterações climáticas; nomeadamente, para maiores períodos de seca e cheias mais frequentes. Além disso, as reservas hídricas levarão anos a se restabelecer e muitas terão ficado extintas para os próximos séculos; um relatório da NASA, de outubro de 2015, mostrava claramente os danos causados pela seca ao longo dos últimos 3 anos.

Além disso, a seca tem consequências ao nível da produção hidrelétrica; o consumidor sentiu a subida do preço causada por esta situação e no futuro o racionamento de eletricidade poderá acompanhar o racionamento de água.

Os livros de História, bem como grandes títulos da literatura nacional como “Tieta do Agreste”, relembram os efeitos terríveis que a seca teve sobre as populações do Nordeste, no final do século XIX; com consequências durante décadas e tendo causado grandes vagas migratórias para o sul do Brasil. No futuro, poderemos sofrer uma repetição desta situação, mas agora na região Sueste que se encontra muito vulnerável.