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A notícia tem sempre o carácter de novidade, de algo “novo”. A definição de “notícia” é aberta e pode se aplicar a diversas categorias de fatos jornalísticos. Pode se tratar de um acontecimento inesperado, anormal ou que por, seu carácter excepcional, mereça ser coberto e divulgado por meios jornalísticos; pode ser algo de positivo ou negativo. Mas o que é comum a todas as notícias é o fato de serem novidade, de se esperar que os leitores do jornal ou da internet, ouvintes da rádio ou espetadores da TV saibam dessa novidade pela primeira vez.

A internet veio acelerar esta “fome” pelo surgimento de novas notícias. Um artigo revelado pelo Observatório da Impnews-636978_960_720rensa sublinhou esta realidade: o ciclo de notícias é agora de 24 horas e tudo o que tenha acontecido há mais tempo já não merece destaque nos noticiários. Tal só acontece quando um determinado caso provoca novos desenvolvimentos ao longo dos dias ou das semanas seguintes. Todos os grandes órgãos nacionais de mídia do Brasil (desde o Estadão ao Super Notícias, desde a Globo à Rede Record, ao UOL Notícias e à Nativa FM) dedicam o espaço principal dos seus telejornais às últimas notícias.

O domínio do imediato

É também dever da mídia acompanhar, de forma profunda, os grandes temas da atualidade. Isso obriga a fazer investigações mais profundas e demoradas sobre uma determinada situação, resultando em reportagens mais extensas e completas. Contudo, demasiadas vezes, a mídia ignora a investigação em favor da audiência que vem em busca da última novidade.

Uma das grandes críticas feitas à mídia contemporânea é a dependência do Google e da informação que chega via internet. Alguns órgãos de notícias quase não fazem sua própria investigação, se limitando a reproduzir a informação transmitida por grandes agências, como a Reuters. Os críticos apontam para o risco de enfraquecimento das democracias (tanto no Brasil como em outros países), se a mídia deixar a sua função tradicional enquanto questionadora do poder.