“Jornalismo cidadão” no Brasil

Brazilian_journalist_Patrícia_Vasconcellos

O jornalismo cidadão, ou jornalismo social, está explodindo com a chegada da internet e das redes sociais. Com um smartphone conectado, qualquer pessoa pode filmar ou tirar fotos numa situação, fazer entrevistas e publicar rapidamente na internet. Os especialistas apontam que as mídias sociais revelaram sua importância pela primeira vez durante as revoltas da Primavera Árabe,quando os jovens na Tunísia e no Egito divulgaram fotos e vídeos em primeira mão. No Brasil, acompanhando o crescimento da internet, surgem também vários sinais da crescente importância deste fenômeno.

Manifestações de 2013

No Brasil, as redes sociais já demonstraram seu poder durante as grandes manifestações de 2013. Dispensando as estruturas de poder e de protesto tradicionais, como os partidos ou os sindicatos, cidadãos anônimos usaram o Facebook e o Twitter para se mobilizarem e saírem à rua. A mídia tradicional e as autoridades ficaram surpresas com a forma como os protestos se organizam aparentemente sem um líder e só na base dos tuítes e hashtags.

Mural

O Mural é um blog comunitário, desenvolvido por estudantes ou formados em Jornalismo, residindo na periferia da Grande São Paulo. O Mural apresenta uma perspetiva diferente e autônoma, relativamente à mídia tradicional, sobre os fatos e os problemas da periferia paulistana.

Blasting News

A Blasting News é uma plataforma de jornalismo social criada por uma equipe de empreendedores italianos, lançada em 2013. Seu conceito é muito simples: permitir que qualquer pessoa possa se tornar um jornalista, cadastrando-se no site e escrevendo suas próprias notícias. A Blasting News recompensa monetariamente seus “jornalistas” de acordo com o número de visualizações que seus artigos conseguirem: quanto maior o número de “views”, maior o interesse que a notícia conseguiu e maior o pagamento que vai receber.

Em abril de 2015, a empresa foi tema de um artigo da Forbes, renomada revista estadunidense de negócios, que acompanhava seu fantástico crescimento. O artigo apontava que a Blasting News já tinha 250.000 redatores e 11 milhões de leitores por todo o mundo, sendo que o Brasil é um dos mercados onde a plataforma tem vindo a conseguir melhores resultados.